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Visão de um Fã: House of Cards – Primeira Temporada

Salve Trolls! Recentemente fiz uma pesquisa no Facebook da Caverna do Troll perguntando por dicas de séries para assistir. Para quem não estava lá, falei que tinha acabado de ver Breaking Bad e estava afim de começar uma outra série para preencher o vazio.

Breaking Bad terá uma atenção especial em um TrollCast ainda, porque ela tem que ser falada. Mas dentre as várias dicas dadas, agradeço a todos que deram dicas, uma delas foi House of Cards, uma série exclusiva da Netflix. Exclusiva e produzida pela Netflix. Resolvi dar uma chance a ela e me surpreendi. Vou explicar mais no post.

O Que é House of Cards?

House of Cards é uma série sobre política dos Estados Unidos da América. Confesso que isto é o que estava fazendo com que eu não quisesse assistir a série, porque política geralmente costuma ser um assunto chato e eu achava que não haveria muita ação ou pontos marcantes na série. Ledo engano.

Puri, eu não entendo nada de política dos Estados Unidos, posso assistir a série? Sim! Eu também não entendo da política deles, mas consegui me virar bem na série e eles evitam partir para o excesso de parte técnica, a série é mais focada nos eventos e trapaças mesmo da política. Mas sobre o que é a série então?

Acabou de ocorrer uma eleição e um novo presidente foi eleito e com um novo presidente, muitos novos cargos devem ser preenchidos e alterados. Um deles é o de Secretário de Estado, que é um dos cargos mais importantes já que ele irá cuidar da política externa do país. E aí entra o personagem principal da trama, Frank Underwood (Kevin Spacey).

Frank Underwood

Frank Underwood

Frank Underwood é um deputado que ajudou muito com a eleição do presidente e agora quer o seu lugar ao sol, no caso, o cargo de Secretário de Estado, mas ele é passado para trás e não é nomeado. Isto gera em Frank uma revolta muito grande e agora ele irá usar de todas as suas trapaças, artimanhas e política para conseguir o que quer. Ser Secretário de Estado? Talvez. Talvez algo maior.

A alma da série está em Frank. Muitos comparam ele com o Walter White de Breaking Bad, porém já corrompido. Eu não vejo assim, para mim os dois quero algo muito específico, Poder, mas eu vejo o Frank como um personagem muito mais maduro, muito mais pronto para receber e trabalhar o poder.

Dinheiro é mansão no bairro errado, que começa a desmoronar após dez anos. Poder é o velho edifício de pedra, que se mantém de pé por séculos. Não respeito quem não sabe distinguir os dois. – Frank Underwood

Assim como o Walter, Frank é um anti-herói, você sabe que ele está fazendo muita coisa errada, mas você quer que ele se dê bem, você quer acompanhar os passos dele e quer ver ele ferrar os seus inimigos. É um personagem muito carismático e a interpretação de Kevin está impecável.

Um dos motivos na minha opinião que ajuda a você se identificar tanto com o Frank é a forma como a série faz ele chegar até você, fazendo com que Frank converse direto com você. Sim, ele sabe que tem alguém acompanhando ele e ele conversa com a câmera, ou melhor, conversa com você. Por tanto, sempre que ele precisa expor um pensamento ou explicar porque está tomando alguma ação, ele faz olhando para você e conversando com você. É uma perspectiva bem diferente e chama a atenção na série, chegando ao ponto de que quando ele não olha nenhuma vez ou não fala nada pra câmera durante o episódio inteiro, você até estranha. Detalhe, ele é o único personagem que faz isto.

House of Cards

House of Cards

Personagens

Como já falei, Frank é a alma da série, mas a série tem muito mais personagens marcantes e impactantes. Um deles é a própria mulher de Frank, Claire Underwood (). Claire é a esposa que Frank sempre quis. Ela é durona, sabe o seu lugar, sabe que a política é suja e mesmo assim está sempre ao lado de Frank, seja apoiando as decisões dele ou instigando ele para provocar mesmo, pra deixar ele com dúvidas e tomar o caminho certo. Não vejo o personagem Frank sem a Claire do lado.

Outra personagem feminina muito importante na série é Zoe Barnes (). Zoe é uma jornalista do The Washington Herald, um jornal que está cada vez mais perdendo leitores por não querer utilizar muito a internet. Não vou falar muito sobre Zoe porque perderia um pouco da graça, mas saibam que ela é importante para Frank.

Doug Stamper () é outro personagem excelente que tem na série. No começo eu achava que ele seria apenas mais um, mas depois ele começa a aparecer mais e mostrar o seu potencial. Doug é assistente de Frank e faz muito do trabalho sujo que tem que ser feito e sabe muito sobre a vida e carreira de Frank. Frank confia muito nele, tanto que não há segredos entre os dois. Um personagem muito bom e também muito necessário.

Estes 4 são os mais importantes na minha opinião, mas alguns outros merecem um destaque também como o deputado Peter Russo (), Remy Danton () e Rachel Posner ().

Frank e Claire

Frank e Claire

Conclusão

House of Cards já está na segunda temporada e eu já estou assistindo-a. Realmente a primeira temporada me conquistou de uma forma que eu não esperava mesmo. O primeiro episódio é bom, mas não é o melhor episódio para entrar no clima da série na minha opinião. Diferente de Breaking Bad que já começa com um primeiro episódio eletrizante.

Acontece que quando passei do segundo episódio eu já estava naquele clima de “preciso ver o que vai acontecer no próximo episódio”. Este clima se mantém em quase toda a temporada. Os últimos episódios mesmo me deixaram muito ansioso. Recomendo a série, eu gostei muito mesmo e me surpreendi com ela, pois mesmo eu não gostando de política consegui entrar no espírito.

Vale lembrar que ela foi totalmente produzida pela Netflix, então todos os episódios já estão lá, você não precisa esperar uma semana pelo próximo episódio. E a música da abertura fica na cabeça :)

Há dois tipos de dor: a dor que te torna mais forte e a dor inútil, a que se reduz a sofrimento, não tenho paciência pra inutilidades. – Frank Underwood

[]’s do Troll!

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